Robson Bonin avalia que CPMI do INSS caminha para um “fim melancólico”. Para o colunista de VEJA, há hoje no Congresso um ambiente favorável ao encerramento da comissão, com pouco apetite para prorrogação das investigações.
No programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, o colunista de VEJA Robson Bonin analisou o cenário político da CPMI do INSS e a possibilidade de extensão por mais 60 dias.
Segundo Bonin, há um sentimento no Congresso de que a comissão precisa terminar. Ele afirma que partidos de diferentes espectros atuaram para barrar convocações e que, na prática, “na hora de proteger os seus, não tem direita nem esquerda”.
O colunista citou tentativas frustradas de convocação e de quebra de sigilo, além da expectativa frustrada em torno do depoimento de Daniel Vorcaro. Para ele, mesmo que ocorresse, o depoimento teria alcance limitado na investigação política.
Bonin também destacou que as apurações na esfera judicial — conduzidas com apoio da Polícia Federal e sob supervisão do Supremo Tribunal Federal — avançam em ritmo diferente da CPMI.
Na avaliação do colunista, a comissão deve apresentar um relatório com alguns indiciamentos, mas com “pouca efetividade” diante da dimensão do escândalo.
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